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Impacto da redução de recursos para a Ciência e Tecnologia

Impacto da reducao de recursos  para a Ciencia e Tecnologia 2017

“Conhecimento sem cortes: o impacto da redução de recursos para a C&T e a universidade pública", é o tema do debate que será realizado no próximo dia 25 de abril, às 11 horas, no auditório da Coppe/UFRJ. Participarão da mesa a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Helena Nader, o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Luiz Davidovich, o diretor de Relações Institucionais da Coppe, Luiz Pinguelli Rosa.

Cartaz em anexo.

Marcha pela Ciência: gesto contra a ofensiva irracionalista no mundo

Foto: Diogo Vasconcellos - CoordCOM/UFRJ

Marcha pela Ciencia - gesto contra a ofensiva irracionalista no mundo 2017

O reitor da UFRJ, prof. Roberto Leher, faz convite para a participação na Marcha pela Ciência e analisa a conjuntura política e econômica do país, em artigo abaixo.. O evento mundial será realizado no Museu Nacional da UFRJ, na Quinta da Boa Vista, no próximo sábado, 22/04, das 10h às 14h, e tem apoio nacional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).

Eis na íntegra do artigo do reitor da UFRJ, prof. Roberto Leher::
"O Brasil caminha na contramão do que seria a melhor estratégia para enfrentar uma crise econômica: investir em conhecimento científico, pesquisa e inovação. Não nos faltam exemplos de povos que também passaram por momentos dramáticos nesse sentido, mas que apostaram no fortalecimento das universidades, dos institutos públicos de pesquisa e do aparato de Ciência e Tecnologia, por meio dos blocos de poder que se reconfiguravam no calor das lutas sociais.
Foi assim no contexto da Revolução Francesa, em que as grandes Écoles e universidades foram apoiadas vigorosamente; na criação da Universidade de Berlim, que se deu em um contexto de severa crise e de guerra; e na crise de 1929, em que a universidade estadunidense foi ampliada progressivamente e a pesquisa foi fortalecida com forte apoio estatal. Países como a China respondem à crise econômica mundial com mais investimentos em ciência.
O dramático quadro da economia no Brasil ganhou novos contornos com o agravamento da crise política. Como corolário, é tomado ainda por uma tectônica crise de legitimidade do Executivo, da grande maioria do Legislativo, de setores do Judiciário e de vastos segmentos da grande imprensa.
Diante de um contexto tão desolador, em que o futuro torna-se carregado de incertezas, decisões erradas podem comprometer de modo duradouro o porvir. Entre as muitas decisões que estão sendo tomadas contra os direitos humanos, é preciso destacar a desregulamentação e a flexibilização dos direitos trabalhistas, a inviabilização do sistema previdenciário, em prol da previdência por capitalização vinculada aos bancos, e o estrangulamento dos recursos para as universidades e os órgãos de fomento.
Embora aparentemente desconexas, as medidas que rebaixam os direitos do trabalho evidenciam que o país estará cada vez mais inserido em circuitos produtivos baseados nas atividades laborais simples, prescindindo, por isso, de um robusto sistema universitário e de ciência e tecnologia.
A planilha orçamentária das universidades federais em 2017 é 13% inferior ao já exíguo orçamento de 2016, ano em que muitas universidades não puderam pagar suas contas básicas. Os cortes e contingenciamentos efetuados no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em 2017 tornam o seu orçamento equivalente a menos da metade do existente em 2005, e ainda com o agravante de que a ciência cresceu de modo importante e o ministério não incluía a área da Comunicação: é devastador.
E novos contingenciamentos rondam as universidades e os laboratórios e grupos de pesquisa. A rigor, conforme as previsões oficiais, em 2017 e 2018 não haverá recursos novos para pesquisa, descontinuando investigações e grupos de pesquisa, em domínios cruciais como arboviroses, energia, agricultura, saúde, educação e cultura. A retomada não será simples.
São muitos os motivos que devem levar a sociedade a apoiar a Marcha pela Ciência, no próximo dia 22 de abril. Mais de 500 cidades do mundo inteiro estão mobilizadas para defender uma produção científica independente e indispensável para a vida dos povos. No Rio de Janeiro, a manifestação acontecerá no Museu Nacional da UFRJ e nossas universidades, professores, estudantes, técnicos-administrativos e demais trabalhadores devem se animar a participar do movimento.
Essa manifestação entusiasmada e crescente é inspiradora e enche de esperança os que se dedicam de corpo e alma à ciência, à tecnologia, à arte e à cultura. Além da luta contra o desmonte da universidade e da pesquisa, é um gesto contra a ofensiva irracionalista que insiste em turvar o futuro das nações. É fundamental que todos apoiem e participem das atividades e, também, das outras manifestações públicas programadas pelos setores democráticos em prol dos direitos sociais e, em particular, do desenvolvimento da imaginação criadora das crianças e jovens que protagonizam a vitalidade das instituições educacionais!"

Aniversário da EEFD

Foto: Paulo Chaffin

Aniversario da EEFD 2017

Em sessão solene de congregação, a Escola de Educação Física e Desportos - EEFD -, unidade acadêmica vinculada ao Centro de Ciências da Saúde - CCS -, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ -, comemorou, 17/4, os 78 anos de fundação. Esteve à mesa da cerimônia a vice-reitora da UFRJ, profª Denise Nascimento; a decana do CCS, profª Maria Fernanda S. Quintela; e a diretora e vice-diretora da EEFD, profªs Kátia Gualter e Ângela Bretas, respectivamente.

Maria Fernanda S. Quintela destacou alguns pontos da trajetória da EEFD que teve a direção exercida por militares nas suas primeiras gestões. Salientou os avanços reconhecidos na área de ensino, pesquisa e extensão, além de ampliação na estrutura física, como a inauguração de dois campos de hóquei sobre grama e a reforma da piscina do Centro de Treinamento do Complexo Esportivo, ano passado. Foram investidos nas estruturas R$61,4 milhões, além de mais R$188 milhões na construção e equipagem do Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem.

Kátia Gualter e Ângela Bretas enfatizaram medidas administrativas adotadas na gestão, buscando a participação de todo o corpo social no processo.

Antecedendo o encerramento, com Denise Nascimento felicitando o corpo social e desejando novas conquistas, a direção da EEFD homenageou diversas pessoas, entre elas diretoras, alunos e servidores. O professor emérito Vinicius Ruas Ferreira da Silva foi saudado em vários discursos e fez entrega de condecorações.

Conselho de Coordenação do CCS

Foto: Sylvio Petrônio

Conselho de Coordenao do CCS 2017

Recém nomeado Pró-Reitor de Pessoal (PR-4), Agnaldo Fernandes participou da reunião do Conselho de Coordenação do CCS, 17/4, no Auditório Prof. Hélio Fraga. Abordando e explicações várias questões aos conselheiros, ele fez exposição das atividades relativas à elaboração de normas e planos referentes ao desenvolvimento e qualificação de pessoal; execução administrativa dos planos aprovados, quando de implementação centralizada, e coordenação, acompanhamento e controle, quando de implementação descentralizada; supervisão da administração e consequente lotação de pessoal nos órgãos administrativos e nas unidades; controle permanente dos assentamentos de pessoal.

A seguir, a reunião teve continuidade com informes; aprovação da ata referente à sessão ordinária realizada em 03/04/2017; pedido de vistas ao Processo 23079.057311/2016-16 pelo conselheiro Adalberto Vieyra sobre pedido de reestruturação do Curso de Especialização em Neurociências Aplicadas, tendo como interessado a EEFD, aprovado pela Câmara de Graduação do CCS; e homologação dos processos apreciados na reunião da Câmara de Graduação realizada em 04/04, encaminhados “ad-referendum” em virtude da premência do tempo.

A professora Jane nos deixou... O PCM sente muito

A professora Jane nos deixou 2017

A nossa querida professora Jane Faria nos deixou semana passada vítima de um câncer. Estamos muito tristes com a perda dessa amiga dedicada à educação e a todos. Jane era enfermeira de formação, foi professora assistente de Anatomia na UFPA, de onde se transferiu em 1996 para o antigo Departamento de Anatomia do Instituto de Ciências Biomédicas. Na Anatomia Jane ocupou todos os espaços possíveis atuando no ensino de Anatomia para diversos cursos, e principalmente para o curso de enfermagem. Neste particular Jane envolveu-se de tal forma a se tornar um exemplo de professora e cidadã, não só por suas empolgantes aulas de Anatomia, mas pela orientação profissional e de vida que passava aos alunos. Anualmente as turmas homenageavam a Jane conferindo-a o título de Patronesse e Paraninfa das várias turmas onde lecionou até a última 2016_2, que a elegeu para nomear a turma emblematizando sua celebre frase "A GUARDA MORRE, MAS NÃO SE RENDE". Incansável e exemplar guerreira, a nossa querida Jane também atuou em pesquisa e foi responsável por estabelecer os primeiros estudos sobre as interações entre células do tumor glioblastoma com células normais do sistema nervoso. Este trabalho gerou novas linhagens tumorais humanas advindas de pacientes do nosso HU, diagnosticados com glioblastoma. Além disso, Jane publicou dezenas de artigos científicos, sendo alguns seminais para a difusão do conhecimento. Este tema de pesquisa fez com que ela desenvolvesse sua tese de doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Ciências Morfológicas com a tese intitulada "Propriedades Interativas das Células de Glioma Humano com Neurônios numa Abordagem in vitro" orientada pelo Professor Vivaldo Moura Neto, em 2005.

Incansável e exemplar guerreira na luta pela excelência da UFRJ, Jane realizou atividades de extensão organizando e proferindo aulas para os Oficiais das Forças Especiais do Exército, para neurocirurgiões e para professores do ensino médio e fundamental das escolas públicas do estado do Rio de Janeiro. Nestas atividades Jane aplicou às diferentes categorias os conhecimentos de Anatomia e mostrou qual o papel do educador na construção de uma sociedade livre e soberana a partir do conhecimento.

Ainda devemos destacar o grande papel da nossa querida Jane na administração de setores do ICB. Jane foi chefe do Departamento de Anatomia, Coordenadora do laboratório de aulas práticas (Anatômico), Coordenadora da Unidade de Plastinação, coordenadora do Programa de Anatomia e Diretora Adjunta de graduação. Nestas atividades Jane sempre foi propositiva e assistente aos diversos problemas que surgiam, de tal forma que é impossível imaginar estes setores antes do trabalho de dedicação realizado por nossa colega.

Mas o maior legado deixado por Jane é seu sorriso contagiante, alto astral e a forma fácil de lidar com as dificuldades do dia-a-dia. Sentiremos falta de suas brincadeiras que quebravam qualquer dia triste. Estes dias não existiram para a Jane. Ela não os demonstrou para nós. Nasceu para dedicar-se ao próximo e não aprendera, talvez, a cuidar mais de si. Deixa uma linda família, o filho Lucas que vimos crescer e o companheiro Cosme que cuidou de Jane de forma incansável nesta difícil luta contra o câncer. Esperamos que você descanse amiga do sofrimento dos últimos dias, mas não esqueceremos sua grandeza e sentiremos muito sua falta.

Jose Garcia Abreu, 
Programa de Pós-graduação em Ciências Morfológicas