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Reitoria apresenta reivindicações à Secretaria de Segurança do Rio

 Reitoria apresenta reivindicacoes a Secretaria de Seguranca do Rio 2017

A Reitoria e a Prefeitura da UFRJ reuniram-se na segunda-feira, 27/3, com o subsecretário de Segurança do Rio, Roberto Alzir Dias Chaves, e comandos da Policia Militar e Civil, no gabinete da Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro (Seseg). O encontro teve objetivo de reafirmar a necessidade de policiamento mais ostensivo no campus da Ilha do Fundão e também planejar ações conjuntas com os setores de segurança da UFRJ. Pela Universidade, também participaram a vice-reitora, Denise Nascimento, e o prefeito da UFRJ, Paulo Mario Ripper.

O reitor, Roberto Leher, apresentou três pautas: segurança nas regiões onde estão unidades da UFRJ, sobretudo na Cidade Universitária; o andamento do processo de investigação pela Divisão de Homicídios do assassinato do estudante Diego Vieira Machado, em julho de 2016; e o recente atentado contra o prédio onde funcionam o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs) e o Instituto de História (IH), no dia 15 deste mês.

Também participaram do encontro o coronel Wolney Dias, comandante-geral da Polícia Militar do Rio; o tenente-coronel Segala, do Estado Maior Geral da PM; Alexandre de Souza, superintendente de Planejamento Operacional da Seseg; Carlos Leba, chefe da Polícia Civil do Estado do Rio; Paulo Guimarães, da 1ª Divisão de Polícia Administrativa (DPA); e Rodrigo Alves, subsecretário de Comando e Controle da Seseg.

Conselho de Segurança da UFRJ

A Prefeitura da UFRJ vem trabalhando junto às empresas instaladas no campus do Fundão na estruturação do Conselho de Segurança da Cidade Universitária (CS Ciduni), visando, entre outras medidas de controle da criminalidade, trabalhar de forma mais integrada com o 17º BPM e a 37ª DP, a fim de melhorar o policiamento.

Nas próximas semanas, haverá uma reunião na Cidade Universitária com a participação desses comandos, tendo em vista a necessidade do aumento do efetivo no apoio de segurança, bem como uma maior agilidade no atendimento de ocorrências, entre outras ações. Apesar de os índices de violência na Cidade Universitária serem inferiores a outras regiões do Rio, casos recentes têm assustado estudantes, trabalhadores e população atendida por serviços no local.

Caso Diego

As investigações sobre o assassinato de Diego Vieira Machado, estudante da UFRJ, ainda não foram concluídas. Ele foi morto em julho do ano passado. Carlos Leba assumiu o compromisso de adiantar as investigações e apresentar os resultados à Administração Central da UFRJ.

Bombas no Ifcs/IH

No dia 15/3, após manifestação nas ruas do Centro contra a Reforma da Previdência, o prédio do Ifcs/IH foi atingido por sete bombas de efeito moral e duas de gás lacrimogêneo. O caso ocorreu às 20h, enquanto estudantes faziam refeições. Imagens das câmeras de segurança mostram que soldados da PM lançaram os objetos contra a entrada do prédio, sem nenhum motivo. Diversas instituições do país manifestaram repúdio à ação.

A Seseg informou que está apurando o fato e colhendo depoimentos. O caso está sendo investigado na 1ª Delegacia de Polícia (Praça Mauá).

Comunidade universitária pode colaborar

Um ponto discutido na reunião foi a mancha criminal no mapa do Rio de Janeiro. De acordo com a Seseg, os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública do estado não refletem a real situação da UFRJ, pois muitas vítimas deixam de fazer o registro formal das ocorrências.

O prefeito da Universidade, Paulo Mario Ripper, informou que a Prefeitura da UFRJ vai realizar uma campanha com a comunidade, estimulando o registro formal tanto às autoridades quanto à Divisão de Segurança (Diseg) da UFRJ. Segundo ele, um protocolo simples com orientações será elaborado, lembrando a todos a importância do registro para mapeamento qualificado das diferentes ocorrências.

WhatsApp é um dos canais para comunicação de ocorrências

Em dezembro passado, a Prefeitura da UFRJ lançou o número de WhatsApp (21) 99413-3388, para que todos possam comunicar ocorrências, pedir orientações e fazer denúncias. O canal funciona 24 horas por dia.

Na Cidade Universitária, uma central monitora as principais vias, pontos de ônibus e acessos, por meio de câmeras de altíssima definição. Segundo Paulo Mario, os índices reduzidos de criminalidade na UFRJ se devem, em grande parte, por essa ação de monitoramento. Até o final deste semestre, a Prefeitura da Universidade prevê instalar novas câmeras em cada entrada do campus. O objetivo é registrar todos os acessos, em especial as placas dos veículos que trafegam pela Ilha do Fundão. (Assessoria de Imprensa – Gabinete do Reitor)

Inscrições para seleção de novas empresas

Inscricoes para selecao de novas empresas COPPE 2017

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ abriu edital para seleção de novas empresas focadas em tecnologia e inovação.  As inscrições estão abertas até 26 de maio de 2017 e as informações completas estão no site http://www.incubadora.coppe.ufrj.br. As propostas apresentadas deverão atender aos critérios: o produto ou serviço deve ser inovador, interagir com a UFRJ e apresentar viabilidade técnica e econômica. Os candidatos devem agendar entrevista, através do telefone fornecido no edital, para retirada do roteiro da proposta a ser apresentada. De acordo com Lucimar Dantas, gerente da Incubadora, “as empresas selecionadas poderão ficar incubadas por um prazo máximo de até três anos, durante os quais terão à disposição infraestrutura física e tecnológica (sala de uso privativo, auditório, salas de reunião, internet e telefonia), além de um pacote de serviços para o desenvolvimento da empresa na área de negócios (assessorias, treinamentos e acompanhamento)". Em mais de 20 anos de atividade, a Incubadora já apoiou a geração de mais de 80 empresas, responsáveis pela criação de mais de 1272 postos de trabalho altamente qualificados. Em 2015, as residentes e graduadas alcançaram um faturamento de R$ 288 milhões.

A Incubadora de Empresas da COPPE/UFRJ é um ambiente especialmente projetado para estimular a criação de novas empresas baseadas no conhecimento tecnológico gerado em grupos de pesquisas localizados no ambiente acadêmico. A Incubadora possui, atualmente, 23 empresas residentes e 63 graduadas.

Reitoria divulga ações para o prédio JMM

Reitoria divulga acoes para o predio JMM 1 2017

A Administração Central da UFRJ anunciou uma série de medidas que possibilitem a volta às aulas das unidades acadêmicas afetadas pelo incêndio e melhorem o processo de reforma e reocupação do prédio Jorge Moreira Machado (JMM), onde funcionam cursos de graduação, pós-graduação e atividades da Reitoria. Os informes vieram do reitor Roberto Leher, em reunião com a comunidade acadêmica da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), Escola de Belas Artes (EBA) e Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (Ippur). 

De acordo com Leher, a Reitoria considera positiva a instalação de um gabinete de crise que articule as iniciativas das unidades o escritório de planejamento e manutenção do edifício, que será aberto à participação de estudantes, das administrações do Museu D. João VI e da biblioteca da FAU.

O reitor informou que o site www.ufrj.br/eplam-jmm já está no ar, reunindo laudos, informações e serviços relacionados ao prédio, e afirmou que a Reitoria seguirá registrando em atas as reuniões como a dessa terça-feira. A sistematização de informações sobre o prédio, aulas, reuniões e prazos foi uma demanda apresentada por diversos estudantes e docentes. 

Dois outros encaminhamentos foram anunciados por Leher. Em relação a recursos financeiros, a Reitoria buscará antecipar a liberação de orçamento participativo das unidades acadêmicas que atuam no prédio. Já em relação à "projeção futura", o reitor afirmou que a ampla participação do corpo social da EBA, FAU e Ippur é fundamental. 

Com mediação da vice-reitora, Denise Nascimento, a reunião lotou o auditório Samira Mesquita, no térreo do prédio, e contou com os diretores Pedro Novais (Ippur), Carlos Terra (EBA) e Mauro Santos (FAU). Também participaram do evento a decana do Centro de Letras e Artes (CLA), Flora de Paoli; o prefeito da UFRJ, Paulo Mario Ripper; e o pró-reitor de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças (PR-3), Roberto Gambine. 

Retorno das aulas 

Por decisão das respectivas unidades, EBA e FAU estão com aulas da graduação suspensas temporariamente. Leher informou que a Reitoria respeita a decisão das congregações e que a data de retorno deve ser estabelecida por estes colegiados acadêmicos. As direções das unidades se comprometeram a informar em tempo hábil o calendário de retomada de atividades, condicionado pelas obras de adequação no edifício. 

Reitoria divulga acoes para o predio JMM 2 2017

Reivindicações da comunidade

Os informes sobre prazos e melhor comunicação foram algumas das demandas apresentadas por estudantes e professores. Também foram cobradas informações sobre a situação da biblioteca da FAU, condições de trabalho e estudo no Bloco D do prédio (nos fundos da edificação), entre outras. 

Em respostas às críticas sobre a inexistência de um gabinete de crise, Pedro Novais se manifestou, dizendo que "o gabinete de fato aconteceu". "Nos reunimos praticamente todos os dias", afirmou, lembrando a atuação junto à Reitoria e às outras unidades desde o incêndio no prédio, em outubro passado. Mauro Santos considerou a reunião fundamental para a comunidade e informou que cinco professores especialistas da FAU colaboraram com o Escritório Técnico da Universidade (ETU) no processo de adequação e recuperação de espaços. 

A Prefeitura da UFRJ prepara a entrega do 4º andar do prédio e atualmente realiza ajustes hidráulicos e elétricos, principais áreas afetadas após o comprometimento da subestação e da caixa d'água no topo do edifício. Uma das estudantes demonstrou preocupação com a situação dos trabalhadores terceirizados, em especial os da segurança. De acordo com Gambine, nenhum contrato de execução de serviços apresenta irregularidades contratuais de pagamento. Segundo o pró-reitor, a PR-3 pretende disponibilizar relatórios bimensais, ao longo deste ano, para que a comunidade acompanhe com maior detalhamento a execução financeira da UFRJ. Assessoria de Imprensa do Gabinete do Reitor.

Desmonte da saúde afetará trabalho de futuros profissionais

Desmonte da saude afetara trabalho de futuros profissionais 2017

Estudantes da área da saúde têm um motivo a mais para se preocupar com o futuro, além das condições precárias de trabalho que já existem no mercado: os planos do governo Temer para a saúde no Brasil. Eles incluem a redução do número de profissionais médicos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), a diminuição do número de bolsas para programas de Residência Médica e a criação de um plano de saúde popular para aliviar gastos com o SUS.

O governo segue tomando decisões que têm gerado incômodo, pois indicam falta de disposição em melhorar os serviços já existentes e apontam para o rumo contrário: a precarização do serviço de saúde oferecido à população.

Lígia Bahia, médica e professora do curso de Medicina da UFRJ, frisa que a redução do sistema público prejudica as possibilidades de inserção no mercado de trabalho dos recém-formados na área da saúde, favorecendo o setor privado, que se caracteriza por pagar a seus funcionários de acordo com critérios de produtividade.

“Restará um mercado de trabalho desfavorável para pessoas que são muito estudiosas e se habituaram aos critérios de mérito. Vão encontrar um mercado totalmente avesso”, prevê a pesquisadora do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc) da UFRJ.

Coerente com o projeto de reduzir o atendimento no setor público, o Ministério da Saúde defende a criação de uma espécie de plano de saúde com custos menores, numa tentativa de aliviar os gastos do governo com o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A proposta, segundo o ministro Ricardo Barros, é oferecer planos acessíveis à população para que mais pessoas possam contribuir com o financiamento da saúde no Brasil. A medida, no entanto, poderia levar a uma redução da importância do SUS e ao abandono da melhoria do serviço público.

A respeito do corte de bolsas para programas de residência médica, que pode precarizar a formação, Lígia menciona o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab) como alternativa à qualificação do médico após a graduação e que não sofreu cortes do governo. Nesse programa, o trabalho que os médicos exercem conta pontos para uma posterior residência, adiando a entrada no mercado de trabalho.

“Embora o governo não tenha feito cortes nesse programa em específico, reduzir vagas para residência é um erro porque o que vínhamos propondo é a universalização da residência, na qual todos tivessem vaga. Isso qualifica o médico, torna melhor a alocação dos recursos e melhora a distribuição por especialidade”, ressalta a docente.

Alunos como Milton Santos, do 8° período de Medicina, já demonstram receio quanto às condições que encontrarão no futuro.

“Essas questões me preocupam não só enquanto graduando de Medicina, mas enquanto futuro profissional que luta por uma saúde pública de qualidade”, diz o estudante.

Milton acredita que as medidas sejam como um “desmonte estratégico de um setor de saúde que seja, de fato, universal” e tenham grande potencial de afetar a população mais pobre, a mais necessitada do Sistema Único de Saúde (SUS).

Já para Maria de Lourdes, que também é professora do Iesc/UFRJ, há pouca valorização do trabalho humano nesse campo e é preciso “organizar e preparar a carreira do profissional de saúde com uma progressão e estabilidade”.

A professora critica a tendência dos últimos anos de terceirizar a saúde, por meio de contratos com Organizações Sociais de Saúde (OSS). “Existe uma crise. Mas no campo da saúde nós prezamos fortalecer os serviços e não precarizar. Há uma tendência de terceirizar a saúde por meio de OSS e isso deve ser visto com atenção.”

O receio de Maria de Lourdes encontra fundamento, pois foi divulgado recentemente pela agência O Globo a realização de 16 auditorias realizadas pelo Tribunal de Contas do Município para investigar irregularidades na administração das OSS.

Das dez organizações sociais que administram 108 das 248 unidades de saúde da prefeitura do Rio, oito estão sendo investigadas pelo Ministério Público em ações no Tribunal de Justiça do Rio por suspeitas de irregularidades. As denúncias vão desde o não fornecimento das condições adequadas aos pacientes, até casos de supostos desvios de recursos públicos.

Dentre as muitas preocupações, há uma em comum: a ideia de que se a saúde pública no país já é ruim, tende a piorar. As condições que essas medidas deixarão para os recém- formados em Medicina e outros cursos da área da saúde são de instabilidade e necessidade de resistência frente ao caos.

Para Lígia Bahia, há uma correlação entre a aprovação da PEC 55, que congela os gastos sociais do governo por 20 anos, e as recentes decisões do governo para a saúde.

“A PEC 55 atinge todas as políticas sociais e isso está relacionado à redução do número de médicos nas UPAs e à redução do número de bolsas de residência médica. Num momento em que a população brasileira envelhece e aumenta o número de doenças crônicas, é como se o governo estivesse de costas para as necessidades de saúde da população”, explica.

Lígia ressalta também que, embora a população possa não fazer uma relação causal entre o número de médicos insuficientes nas UPAs e a PEC 55, para os profissionais da saúde essa preocupação é evidente e alarmante.

“A medida vai causar uma revolta imensa na população, porque o atendimento já é um problema. Vai ser o caos. Não está se medindo a importância que a saúde tem para a paz social. Ela tem sido apontada como o principal problema em todas as pesquisas de opinião. Então, retirar investimentos dessa área é fazer política na contramão do que tem sido apontado nas pesquisas”, diz.

Na pesquisa de opinião feita pela Datafolha em dezembro de 2016, 62% dos 2.828 entrevistados acreditam que a PEC 55 trará mais prejuízos do que benefícios para os brasileiros. Ao serem questionados sobre os recursos disponíveis para os serviços públicos, 78% avaliaram que as verbas para a saúde são insuficientes. Quanto às expectativas dos efeitos da PEC 55, 50% esperam por uma piora, enquanto 25% creem que ficará igual e 16% que irá melhorar. Por Jaqueline Ruiz.

Coppe e Unirio selecionam projetos

Coppe e Unirio selecionam projetos 2017

A Coppe/UFRJ promove, em abril, o Studio de Inovação Social no âmbito da Latin American Social Innovation Network (Lasin). Aberto ao público em geral, o objetivo do projeto é por em prática ideias socialmente inovadoras. Os interessados têm prazo até 31/3 para enviarem uma curta descrição de suas ideias. Os candidatos não precisam ter perfil típico de empreendedor. Pode ser um líder comunitário, um coletivo feminista, ou simplesmente alguém que tenha uma proposta para melhorar sua rua, quarteirão ou bairro, ou mesmo um projeto de proteção animal. Na Coppe, o Studio de Inovação Social está sendo coordenado pela professora Carla Cipolla, do Programa de Engenharia de Produção (PEP). O Studio de Inovação Social é fruto de uma parceria entre a Coppe, a Agência de Inovação da UFRJ, a Unirio e a ONG britânica Social Innovation Exchange (SIX). Conheça melhor o projeto e saiba como se candidatar no Planeta Coppe Notícias: http://migre.me/whDol.

Apresentação do projeto.