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Imortais do rock na Arena CCS

Imortais-do-Rock 2017

Dentro da programação de recepção da Decania do Centro de Ciências da Saúde – CCS – aos novos alunos ingressos nos diversos cursos acadêmicos, a Banda Imortais do Rock será a atração musical do Teatro de Arena do CCS, das 12 às 13 horas do dia 3/8 – quinta-feira. Criada em 2014, é integrada por Fábio Pinheiro (baixo), André Beranger (bateria e vocal), João Pompeo (teclados) e Phil Braga (guitarra e vocal).

Cartaz em anexo.

AULA POWER YOGA NO CCS

Aula de Power Yoga 1 2017

A partir do dia 8/8, sempre nas terças e quintas-feiras, das 8:15 às 9:15h, haverá aula de POWER YOGA no hall do Auditório Prof. Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), no subsolo do Bloco K do prédio do Centro de Ciências da Saúde – CCS. Os alunos devem levar tapete de yoga, água e toalha. A prática desenvolve a força física e dá suporte para melhoria de humor, resistência e resiliência para enfrentar as dificuldades da vida moderna. Segundo a instrutora Juliana Reis, a modalidade citada acima “é a forma mais ativa da Yoga, que acopla respiração e meditação em movimento”.

Ela diz que “a prática de Yoga entrou na minha vida em 2010, quando estava fazendo meu segundo pós-doutorado em Biologia Molecular e Celular. Vivia sob estresse, muito acima do peso e a felicidade não era exatamente uma realidade. Quando encontrei a Yoga minha vida começou a se transformar. Seis meses depois da primeira aula já estava matriculada no curso de formação de professores no Studio The Yoga Shop (South Windsor, Connecticut, EUA), sob a tutela das professoras Annie Quagliaroli e KimberlyCharbonneau. Nos tornamos uma comunidade unida pelo bem-estar físico e mental, cujo objetivo maior é a paz, em nós e à nossa volta. Lá nos ensinaram a cuidar do outro e dar suporte para suas mudanças internas e externas. No dia da formatura, me dei conta que esta seria uma das minhas missões. Alguns meses depois, retornei ao Brasil e hoje sou professora do Departamento de Virologia, no Instituto de Microbiologia Paulo de Góes”.

Aula de Power Yoga 2 2017

O projeto integra as atividades de qualidade de vida para a comunidade do Centro de Ciências da Saúde desenvolvido pela Coordenação de Qualidade, Saúde, Meio Ambiente, Segurança do Trabalho e Responsabilidade Social (QSMSRS), cujo coordenador é Roberto Santos.

Maiores informações no correio eletrônico: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . Tel: 2560-8344, ramal 167.

TRIBUTO A HERBERT DE SOUZA, O BETINHO

TRIBUTO A HERBERT DE SOUZA - O BETINHO 2017

Defensor do projeto de implantação de restaurante popular, o sociólogo Herbet de Souza, o Betinho, argumentava que “queremos um novo Calabouço para onde possam vir pessoas que têm fome". Se referia ao Restaurante Central dos Estudantes, conhecido como Calabouço, que nos anos 50 e 60 servia comida a baixo preço para estudantes de baixa renda. Inaugurado em 1951 próximo do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, era também local de manifestações em favor de melhorias na educação e na luta contra a ditadura civil-militar.

No Calabouço, em 28/3/1968, durante repressão a passeata contra o regime, a Polícia Militar invadiu o restaurante e o oficial que comandava o Batalhão Motorizado da PM assassinou com um tiro de pistola calibre 45, à queima roupa, o estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 18 anos. Outro estudante, Benedito Frazão Dutra, também baleado no peito, morreu depois de vários dias em coma. Um porteiro do Instituto Nacional de Previdência Social, que passava por perto, também morreu baleado; e, ainda, um comerciante, que do escritório assistia ao confronto, foi ferido com tiro na boca.

Neste ano de 2017 completam 20 anos da morte de Herbert José de Souza, nascido 3/11/1935, em Minas Gerais, e falecido 9/8/1997, no Rio de Janeiro. Ele e os irmãos, o cartunista Henfil e o músico Chico Mário, herdaram da mãe Maria da Conceição Figueiredo a hemofilia. Foi o terceiro filho de uma família de oito irmãos. Teve na formação influência dos padres dominicanos, com os quais manteve contato na década de 50.

Betinho integrou a Juventude Estudantil Católica, a Juventude Universitária Católica e, em 1962, foi um dos fundadores da Ação Popular - AP -, da qual coordenou até 1964. Graduou-se em Sociologia na Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais. Foi assessor do MEC, no governo do presidente João Goulart; chefiou a Assessoria do Ministro Paulo de Tarso Santos, e defendeu as Reformas de Base, sobretudo a reforma agrária.

Com o golpe civil-militar, em 1964, se mobilizou contra a ditadura, sem nunca esquecer as causas sociais. Porém, com o aumento da repressão, foi obrigado a se exilar no Chile, em 1971. Lá, atuou junto com assessores do presidente Salvador Allende, até deposição e morte dele, em 1973, no golpe militar desfechado pelo general Augusto José Ramón Pinochet Ugarte.

Betinho conseguiu escapar do golpe de Pinochet refugiando-se na embaixada panamenha. Depois morou no Canadá e no México. No retorno ao Brasil, junto com os economistas Carlos Afonso e Marcos Arruda, fundou o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas - IBASE - e passou a se dedicar à luta pela reforma agrária. Nesse sentido conseguiu reunir, em 1990, milhares de pessoas em manifestação favorável à causa.

Mas, o projeto ao qual se dedicou com extrema dedicação foi a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida, movimento em favor dos pobres e excluídos. Em 1986 Betinho descobriu ter contraído vírus da AIDS, em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente devido à hemofilia. Em sua vida pública o fato repercutiu na criação de movimentos de defesa dos direitos dos portadores do vírus. Junto com outras pessoas fundou e presidiu até a sua morte a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS. Dois dos seus irmãos, Henfil e Chico Mário, morreram em 1988 por consequência da mesma doença. Mesmo assim, não deixou de ser ativo até o final de sua vida, dizendo que a sua condição de soropositivo o forçava a "comemorar a vida todas as manhãs".

Cinco anos sem Aloisio Teixeira

Foto: Acervo UFRJ

Cinco anos sem Aloisio Teixeira 2017

Homenagear Aloisio Teixeira é necessário. Muitas e muitas vezes. São muitas as facetas do seu trabalho que transbordam pela universidade e pelo país. Segundo o próprio Aloisio, Marx organizou definitivamente a matriz de seus pensamentos. E, desenvolvendo seu pensamento de modo original, dedicou-se a pensar o Brasil. Militou em prol do desenvolvimento do país e, particularmente, pela democratização da universidade pública e gratuita, por compreender que a ciência, a tecnologia, a arte e a cultura devem ser apropriadas por todo o povo, em especial pelos mais explorados, conhecimentos que precisam estar a serviço das necessidades dos povos e de seu bem viver.

Tinha orgulho de ser funcionário público. Ingressou como professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1981. Sempre buscou ser um grande professor. Seus estudantes confirmam o êxito desse objetivo. E foi um professor de destaque, pois foi excelente pesquisador, extensionista e dedicado lutador pela causa da educação pública. Com o fim da ditadura militar, seu expressivo trabalho político e acadêmico o fez receber convites para participar do “governo da redemocratização”, como se via na época. Engajado na Constituinte, contribuiu com formulações estruturantes no capítulo da Seguridade Social, uma seção da Constituição que é referência democrática em todo o mundo.

A década de 1990 marcou seu retorno à Universidade, ao mesmo tempo em que se instauravam os governos de extrato neoliberal no Brasil. Não poderia ficar parado diante dos ataques à universidade pública, à sua autonomia e ao desmonte da ciência brasileira. Isso o levou a concorrer ao cargo de reitor da UFRJ, tendo sido eleito pelo voto da maior parte da comunidade. No entanto, sofreu um golpe do Ministério da Educação, quando o ministro da época preteriu seu nome, na lista tríplice, beneficiando outro candidato, recebedor de menos de 9% do total de votos. Era um ataque à UFRJ. Eterno combatente pela democracia, Aloísio assumiu o assento de representante de professores titulares do CCJE no Conselho Universitário, de onde travou dura batalha contra a intervenção então instalada e transformou aquele espaço em uma tribuna da autonomia universitária. Professores, técnicos-administrativos e estudantes se somaram à luta pela autonomia universitária, protagonizando um dos mais belos momentos da história da UFRJ.

Entre 2003 e 2011, dirigiu a UFRJ democraticamente, aberto a ouvir e dar espaço à apresentação do contraditório, possibilitando um ambiente de debate e criatividade raramente vivido pela universidade brasileira. Lutou pela expansão de vagas, não apenas pelo crescimento quantitativo, mas pela democratização do acesso, por meio de ações afirmativas que conjugassem, ao mesmo tempo, condição econômica, raça e vínculo com a escola pública. Homenageá-lo cinco anos após a sua morte é lembrar sua presença: a sua força continua entre nós! Seguimos, todos, motivados a aprofundar a implementação da universidade democrática, agora desafiados a assegurar, de fato, condições de permanência aos estudantes provenientes das frações mais exploradas e expropriadas que ingressaram por meio das políticas aprovadas em suas gestões. Agora em contexto muito adverso em virtude de drásticos cortes no orçamento das universidades e institutos públicos de pesquisa.

O difícil quadro econômico, social, político do país não pode servir de justificativa para adaptação ao existente! Como diria Aloisio, é hora de conclamar a união, intensificar a mobilização e confiar que nossa comunidade jamais ficará passiva diante da política destrutiva de nossa utopia. Nas palavras de Eduardo Galeano, as utopias servem para nos fazer caminhar. Não impedirão nosso caminho.

A singela homenagem da Reitoria é extensiva aos amigos, colaboradores, familiares de Aloísio. Todo carinho e reconhecimento por suas jornadas ao lado de nosso professor!

Aloisio Teixeira, presente!

Reitoria da UFRJ

Apresentação projeto da dengue: Auditório Prof. Hélio Fraga, 17/8

 

Apresentacao projeto da dengue -  Auditorio Prof Helio Fraga 17-8 2017A Universidade Federal do Rio de Janeiro é parceira do projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil”, iniciativa internacional para combater a propagação da Dengue, Zika e Chikungunya, que teve início na Austrália, está presente em cinco outros países. No Brasil, o projeto é conduzido pela Fundação Oswaldo Cruz e, na UFRJ, pela Prefeitura da UFRJ.

A iniciativa consiste em um método capaz de reduzir a transmissão dos vírus da Dengue, Zika e Chikungunya por meio da liberação de mosquitos Aedes aegypti, com a bactéria Wolbachia, promovendo uma substituição gradual da população de mosquitos. Essa bactéria está presente em 60% dos outros insetos, foi retirada de drosófilas - a mosca da fruta - e inoculada no ovo do mosquito Aedes aegypti para que o inseto se desenvolvesse com a Wolbachia no seu organismo de forma intracelular e se tornasse inapto para a transmissão dos vírus. Trata-se de um método natural e autossustentável, pois a bactéria é transmitida pelas fêmeas dos mosquitos aos seus descendentes.

No segundo semestre de 2017, a Cidade Universitária será uma das áreas previstas para a expansão das ações do projeto, que já atua no município de Niterói e em bairros da Ilha do Governador. O projeto conta com a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e da Comissão Nacional de Ética Humana (Conep), obtidas após rigorosa avaliação sobre segurança para a saúde e para o ambiente. Outros bairros da Zona Sul e Norte do Rio de Janeiro também serão contemplados com as ações do projeto.

Em breve, equipes da Fiocruz estarão presentes na Cidade Universitária para informar e esclarecer dúvidas e deixar clara a inexistência de riscos para todos que estudam ou trabalham na Cidade Universitária. Para conhecer mais detalhes sobre o método do projeto www.fiocruz.br/eliminaradengue e acompanhe as atividades no Facebook no perfil oficial/eliminaradenguebrasil.

Você está convidado para conhecer o projeto “Eliminar a Dengue: Desafio Brasil” e saber como a comunidade universitária pode colaborar com essa iniciativa, no dia 17 de agosto, às 9 horas, em uma palestra no auditório Hélio Fraga, localizado no Bloco K – 2º andar do Centro de Ciências da Saúde, com o gerente operacional do projeto, Gabriel Sylvestre. Mais detalhes: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. . (Assessoria de Comunicação da Prefeitura da UFRJ)