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Alunos de Rio das Ostras visitam o NUPEM

nota riodasostras

 

Trinta e cinco alunos do 3º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Ary Gomes de Martins (Rede Municipal de Educação de Rio das Ostras) visitaram o NUPEM  dia 6/11, acompanhados pelas professoras Alessandra Salemi, Maria Eliane, Sheila Muzy e Sueli Viana.

Orientados pelos monitores do Projeto Espaço Ciência conheceram salas de aula e laboratórios. Num deles, de Taxidermia, ouviram atentos as explicações do monitor Matheus Atta sobre o processo para taxidermizar animais como aves e mamíferos silvestres. No Espaço Ciência visualizaram o resultado do processo de taxidermia e aprenderam curiosidades sobre tubarões, golfinhos, tartarugas, aves do nosso litoral, ouriço-cacheiro (porco espinho), preguiça entre outros.

Para a professora Alessandra Salemi, “essa foi uma experiência muito boa para alunos, pois esse tipo de vivência de mundo faz com que os eles percebam o quanto o aprendizado da sala de aula é importante para vida”. Ela também acredita que essa experiência despertará nos alunos o interesse pela ciência.

Criado em 2008, sob a coordenação dos professores do NUPEM, Fabio Di Dario, Pablo Rodrigues Gonçalves e Giuliana Franco Leal, o projeto Espaço Ciência visa  criar uma conexão dos visitantes com a biodiversidade local, a fim de desenvolver a consciência ambiental e ecológica, além de contribuir para o estímulo à curiosidade científica dos visitantes, para a formação continuada dos professores da educação básica e para a formação dos alunos de Ciências Biológicas, que participam do projeto como monitores. O projeto é também uma porta de entrada para a interação entre a Universidade e a sociedade. Para agendar visita envie e-mail para O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

CCS abriga III Semana de Agroecologia

III semana agroecologia

O Centro de Ciências da Saúde (CCS) vai abrigar a “III Semana de Agroecologia da UFRJ” e “Semana de Agricultura Urbana da UFRJ”, no período de 9 a 13/11, com extensa programação. O evento busca a interação entre os saberes tradicionais, a comunidade acadêmica e a sociedade civil em geral para a disseminação de conhecimentos agroecológicos e reflexões sobre temáticas envolvendo produção e consumo de alimentos, agricultura familiar, agricultura urbana, uso de agrotóxicos, educação alimentar, educação ambiental e agroecologia, permacultura, sustentabilidade etc. Haverá palestras, mesas, oficinas, vivências, cine-debates, espaços para divulgação de trabalhos e troca de experiências.

Programa: www.semanadeagroecologiaufrj.org/programacao.

Vale lembrar que, dizem os organizadores, “frente ao extenso período de greve decidimos, por bem, alterar a data do evento. Acreditamos na importância do tema e gostaríamos que o máximo de público possível fosse contemplado para que o objetivo de difundir a Agroecologia também no meio acadêmico seja alcançado com êxito. Contamos com a compreensão de todos e aguardamos ansiosos por sua participação em mais uma Semana de Agroecologia & Semana de Agricultura Urbana da UFRJ”.

A comissão organizadora é integrada por Tomé Lima, Raissa Theberge, Jonathan Silveira, Aline Rossetto, Mayná Peixinho, Taiana Simões, William Hester, Jéssica Felizi, Wendell Andrade e Isaac Mohamad. Mais informações através pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

A inscrição é de R$10,00, feita na conta corrente 57140-7, agência 3652-8, tendo como titular Jonathan Henrique da Silveira de Barros. O recibo do pagamento da inscrição deve ser enviado pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

Histórico

Em setembro de 2009 foi realizada a I Semana de Agroecologia da UFRJ, organizada pelos alunos que compunham o Grupo Capim-Limão – Instituto de Biologia/CCS, o Grupo Geo-Mata – Instituto de Geografia/CCMN e o Grupo MUDA – Escola Politécnica/CT. A semana acadêmica contou com a participação de 200 inscritos, dentre alunos e professores da própria UFRJ, de outras universidades e de entidades governamentais e não-governamentais, que tiveram a oportunidade de trocar conhecimento e experiências em espaços teóricos e práticos.

O evento suscitou a discussão e envolvimento da agroecologia dentro do espaço universitário, trazendo retornos como o estímulo à construção da Feira Agroecológica da UFRJ, e aporte para a criação da disciplina de Agroecologia no Instituto de Biologia. Este movimento conferiu o reconhecimento da UFRJ, como uma universidade que referência a temática da Agroecologia na cidade do Rio de Janeiro.

Em novembro de 2012 foi realizada a II Semana de Agroecologia da UFRJ – “Fortalecendo o diálogo entre os saberes acadêmicos e populares”, organizada por integrantes dos Projetos Capim-Limão e Muda Maré, ambos compostos por alunos do Instituto de Biologia/CCS e o Projeto MUDA – Mutirão de Agroecologia, composto por alunos da Escola Politécnica/CT. Essa semana promoveu a divulgação da temática e fortalecimento das articulações dentro e fora da Universidade. Contou com a participação de mais de 300 pessoas de diversas organizações, internas e externas à instituição, fomentando a construção coletiva do conhecimento agroecológico no Estado do Rio de Janeiro através da promoção de debates, palestras, feiras, oficinas e vivências.

A III Semana de Agroecologia e I Semana de Agricultura Urbana da UFRJ – “Roçando a cidade, resgatando o rural”, está sendo organizada pelos mesmos projetos envolvidos na construção das edições anteriores, englobando estudantes de graduação dos cursos de Biologia, Engenharia Ambiental, Ciências Sociais, Geografia e agricultores participantes da Feira Agroecológica da UFRJ. Objetiva-se, a partir da IIISA e ISAU, estimular o debate a respeito da Agroecologia dentro do meio acadêmico, bem como, incitar a discussão sobre agricultura urbana e as relações entre os meios urbano e rural, proporcionando reflexões e ações que aproximem esses dois ambientes interdependentes – campo e cidade.

Os projetos que compõem a comissão organizadora do evento (MUDA e Capim-Limão) atuam em um campo comum e interdisciplinar através do estudo teórico e pratico de soluções ecológicas que venham dialogar com necessidades da comunidade acadêmica e das comunidades ao entorno da Ilha do Fundão. Os Projetos vêm desenvolvendo e experimentando práticas sustentáveis, como: bioconstrução, hortas urbanas, compostagem doméstica, técnicas agroflorestais de plantio e reflorestamento e reutilizacão de resíduos. Associado às referidas ações experimentais estão a promoção de espaços de formação a respeito dessas temáticas com base no estudo e prática da Educação Ambiental, bem como atividades de divulgação para o público geral.

A estrutura do evento oferecerá diferentes formas de apresentação dos temas, através de palestras, debates, vídeos, oficinas e vivências. Além disso, pretende explorar a Feira Agroecológica da UFRJ como um espaço de troca de saberes entre os participantes e os produtores agroecológicos da região.

Histórico da Feira Agroecológica da UFRJ

História da Feira está ligada ao retorno, em 2008, dos restaurantes universitários – RU, depois de mais de 15 anos da ausência de alimentação institucional no campus da UFRJ. O episódio representou não só uma conquista dos estudantes na “luta” pela reabertura dos, apelidados por eles, “bandejões”, como também, por parte da universidade, a oportunidade de se pensar um fornecimento de refeição saudável numa perspectiva sustentável.

Técnico-administrativos do Restaurante Universitário – RU e da Agência de Inovação, professores do Instituto de Nutrição e de Biologia e estudantes de graduação que compunham o Grupo Capim Limão, ao ouvirem as dificuldades sobre a organização dos agricultores familiares no RJ e com a oferta real do RU de 2500 refeições/dia, reconheceram, coletivamente, a impossibilidade, em curto ou médio prazo, para a produção e transporte de toneladas de alimentos orgânicos para compor o cardápio diário do restaurante. Ao mesmo tempo ocorreu o reconhecimento do compromisso social da universidade pública em apoiar e contribuir para o fortalecimento da agricultura familiar.

A Feira foi inaugurada em 29 de abril de 2010 reunindo agricultores de seis municípios do Rio de Janeiro: Magé, Guapimirim, Nova Iguaçu, Seropédica, Petrópolis e Tanguá, que todas 5ª feiras, das 9:30h as 15h, passaram a comercializar seus alimentos sem agrotóxicos no Campus da Cidade Universitária da UFRJ. A administração da feira se dá através de gestão participativa envolvendo agricultores, técnico-administrativos, professores e estudantes que se encontram quinzenalmente para avaliarem e decidirem coletivamente a ações a serem adotadas.

A implantação da Feira no campus de uma universidade urbana trouxe não só a oportunidade para a comunidade universitária conhecer e adquirir alimentos da produção local, livres de insumos químicos, como o aumento da geração de renda para as famílias dos agricultores participantes. Além disso, a feira evidenciou as problemáticas que envolvem a pequena produção agroecológica.

A feira já faz parte do cotidiano do campus e tem como base acadêmica o Laboratório de Tecnologia e Desenvolvimento Social – LTDS/COPPE – e está administrativamente ligada a Divisão de Integração Universidade Comunidade DIUC/PR5. Tem se conformado como espaço de troca entre saberes científicos e populares e de produção acadêmica. Projetos de extensão das áreas de Nutrição, Biologia e Biofísica; trabalhos finais de disciplinas de graduação das áreas de Engenharia de Produção; Engenharia da Computação e Gestão de Projetos Solidários (SOLTEC), a dissertação de mestrado já finalizada e tese de doutorado em andamento do Instituto Alberto Luiz de Coimbra de Pós- Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), revela o potencial desta iniciativa na produção, formação e extensão acadêmica.

O diálogo extra muros universitário tem acontecido com instituições não governamentais de relevante atuação no estado como a Articulação Agroecológica do Rio de Janeiro (AARJ), Assessoria e Serviços a Projetos em Agricultura Alternativa (ASPTA) e o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEARio). O estreitamento com o poder público tem se dado através da regional do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) e com as secretarias de agricultura dos Municípios envolvidos.

A Feira Agroecológica da UFRJ obteve dois prêmios no Congresso de Extensão da UFRJ e externamente foi contemplada com Moção de reconhecimento da Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por trabalho prestado para a Segurança Alimentar e Nutricional do Município. No último dia 30/4, em evento científico internacional, a Feira Agroecológica da UFRJ recebeu o título de melhor trabalho em vídeo apresentado no World Nutrition 2012, realizado no Rio de Janeiro.

Posse no Parque Tecnológico

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Após 20 anos à frente do Parque e da Incubadora de Empresas da Coppe/UFRJ, Mauricio Guedes deixou o cargo na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Com a sua aposentadoria, o professor José Carlos Pinto irá tomar posse como diretor executivo do Parque Tecnológico da UFRJ, dia 16/11, com a presença do reitor da UFRJ, prof. Roberto Leher, e da decana do CCS, profª Maria Fernanda Quintela. José Carlos terá a missão de conduzir o relacionamento entre as mais de 50 empresas instaladas no parque, a universidade e demais agentes promotores de inovação e empreendedorismo, além de atrair novos atores de diferentes áreas para o ambiente. Ele é professor do Programa de Engenharia Química da COPPE/UFRJ desde 1992 e professor titular desde 2002. Renomado especialista em polímeros, também esteve à frente da Fundação Coppetec, instituição sem fins lucrativos, responsável pelos contratos entre empresas e universidade. Clique aqui para visualizar o convite à cerimônia.

Prof. Medronho reeleito na Medicina

Roberto Medronho-reeleio medicina-2015

 

Totalizando 454 votos, o prof. Roberto Medronho, que encabeçou a chapa “Avançar nas conquistas”, foi reeleito para o cargo de diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, contra 321 votos obtidos pelo concorrente, prof. Alexandre Pinto Cardoso, da chapa “Renovar para melhorar”. Houve seis votos em branco e 12 nulos. A consulta aos professores, alunos e técnico-administrativos foi realizada nos dias 26, 27 e 28/10. A apuração ocorreu dia 29/10. Integram a nova direção da unidade acadêmica vinculada ao Centro de Ciências da Saúde (CCS), além de Roberto Medronho; Gil Salles (vice-diretor), Nelson Spector (diretor-adjunto de Pós-graduação e Pesquisa), Gisele Pires (diretora-adjunto de Graduação), Rosemberg Pinheiro (diretor-adjunto de Administração) e Fernando Zikan (diretor-adjunto de Extensão).

Redução do consumo de água no CCS

nota consumo agua

A profª Maria Fernanda e Roberto Santos detalharam a execução da primeira etapa do projeto

 

A conclusão de uma das etapas do projeto de Reuso de Água de Destiladores e Redução de Fluxo de Torneiras, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), foi apresentada em outubro, no Auditório Hélio Fraga, pela decana do CCS, profª Maria Fernanda Quintela, e pelo coordenador de Projetos Especiais do CCS, Roberto Santos. O projeto é executado em parceria com o Fundo Verde. E trocou 240 torneiras dos lavatórios e banheiros em todo o prédio do CCS. As torneiras são temporizadas e antivandalismo. Também, além disso, foi instalado redutores de fluxo em todas as torneiras. Essa ação visa à redução do consumo de água, sem a perda do conforto para o usuário, pois as torneiras possuem aeradores.

Roberto Santos lembrou que foi construído no interbloco G/H um protótipo para a reutilização da água descartada pelos destiladores no processo de resfriamento da água destilada. Dois laboratórios do Instituto de Biofísica foram escolhidos para o experimento.

Três destiladores foram acoplados nas unidades de captação de água, sendo que análises técnicas revelaram que a água foi considerada potável. Com isso, os dois mil litros de água captados por dia puderam ser bombeados para a reutilização no sistema de abastecimento.  O sistema de captação, reserva e bombeamento é totalmente fechado, permitindo plena segurança na reutilização dessa água.

“Estima-se - diz ele - que com os dois projetos, pelo menos, se consegue uma redução no consumo de um milhão de litros de água por mês no CCS. O próximo passo é a multiplicação da estrutura do protótipo em todos os laboratórios que possuem destiladores. A julgar pelos comentários de professores e técnico-administrativos que participaram do evento, esta primeira etapa teve excelente recepção”.

A gerente geral do projeto, Andrea, que representava o Fundo Verde, também ficou satisfeita com a apresentação, mostrando, assim, que a parceria é importante para ambos: CCS e Fundo Verde.