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Debate sobre dívida pública encontra espaço no CCS

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A plateia, que lotou o Auditório do Quinhentão aplaudiu, com entusiasmo Maria Lúcia Fatorelli, no último dia 22, em setembro. A auditora da Receita Federal e coordenadora do Movimento Auditoria Cidadã da Dívida apresentou à comunidade da UFRJ uma exposição de fatos que norteiam o debate acerca da dívida pública no Brasil, utilizando como parâmetro o caso da Grécia, com base em suas experiências no país europeu.

 

O principal objetivo do encontro foi o lançamento do Núcleo da Auditoria Cidadã da Dívida, agora presente na UFRJ. A palestra possuía um quê de esclarecimento e levada das diferentes categorias da Universidade ao entendimento de que a questão financeira do Brasil diz respeito a todo que aqui reside. Norteou o evento a reivindicação da auditoria da dívida exorbitante: a dívida interna do Brasil já ultrapassa o valor de R$ 3,5 trilhões enquanto a externa, está na casa dos US$ 554 bilhões (considerando o valor do dólar em R$ 4, correspondem a R$ 2,2 trilhões). Esta auditoria já fora aprovada na Constituição. A reflexão buscava levar os ouvintes à seguinte preocupação: "para onde vai a nossa riqueza?".

 

O objetivo de agregar a UFRJ a esse debate funcionou. Foi o que nos disse a aluna de Gestão Pública, Priscila Lima: "Foi bom porque pude ver o tamanho do desfalque na UFRJ e no Brasil, e assim eu pude avaliar. Eu sou parte disso, eu sou cidadã." Ela revela que se inscreveu no Núcleo, com o intuito de tomar partido e, quem sabe, desenvolver seu trabalho sobre essa questão da auditoria e da contabilidade. Ela termina: "Eu vejo gente que não se incomoda e parece não sentir a situação do país. Políticos trafegam na posse de carros com pagamentos de taxas atrasadas e nenhum foi recolhido." Segundo ela, o Congresso tem fechado os olhos para estas inadimplências.

 

Não foram apenas os alunos que receberam grande contribuição após ouvir as palavras de Fatorelli. "Já há algum tempo eu me debruço sobre a perspectiva do financiamento de setor público, dentro do campo da educação. A palestra veio reforçar e clarear ideias que eu já possuía. Esse processo do endividamento público está arrastando para o buraco a educação pública. É devido a ele que somos sétimo país em economia mundial e um dos últimos na perspectiva da educação. Outra questão que me preocupa muito é a Universidade pública. Tenho uma filha de 10 anos e não desejo que seja uma preocupação para mim pagar o ensino superior para ela, apesar de ser um temor." Foi a opinião do professor Jailson dos Santos, da Faculdade de Educação. Ele ainda confessa a importância de levar o debate para as salas de aula: "Preciso sistematizar mais meu conhecimento, pretendo construir uma aula sobre esse tema.". O professor ainda nos conta ser mais um dos que se inscreveram para o Núcleo.

 

Fatorelli demonstra indignação enquanto brasileira por um país como este ocupar o sétimo lugar na economia mundial mas um dos índices mais baixos no que tange à educação. Mas ela afirma ainda ser possível o fim da atual política monetária, caso tenhamos um presidente absolutamente estadista. Acontece, ela diz, que se o Banco Central se tornar independente, não será mais viável o controle dessas transações.

[Thaís Batista. Estagiária no Centro de Ciências da Saúde]

Prevenção contra câncer de mama

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Termina amanhã, dia 7/10, o evento denominado OUTUBRO ROSA - HU DE PEITO ABERTO, reunindo diversos profissionais do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF) da UFRJ e voluntários  da Associação Brasileira de Apoio aos Pacientes com Câncer, Associação de Apoio à Mulher Portadora de Neoplasia e da Liga de Ginecologia. Trata-se de campanha de conscientização sobre a importância da prevenção contra o câncer de mama. Durante três dias (5, 6 e 7/10), os profissionais estarão na portaria principal e no setor de triagem do HUCFF dando informações sobre a doença, no horário de 8h às 17h. O diretor do HUCFF, prof. Eduardo Jorge Bastos Côrtes, fez a abertura da palestra "HU de Peito Aberto", realizada no Auditório Halley Pacheco, no 8º andar do hospital. Dia 7, cerca de 100 alunos voluntários da Fundação de Apoio à Escola Técnica terão a atividade Momento da Beleza, que inclui o serviço de manicure, corte de cabelo e maquiagem em todo o horário de expediente.

Descarte de lâmpadas no CCS

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Dentro da política de A3P (Agenda Ambiental da Administração Pública), desenvolvida pela Decania CCS e da efetiva participação na comissão RECICLA UFRJ, o Centro de Ciências da Saúde (CCS) descartou, dia 16/9, de forma ambientalmente correta, 6000 lâmpadas. Este é o 2º descarte correto de lâmpadas que o CCS realiza. O primeiro foi em junho de 2014, descartando 7500 lâmpadas.  As lâmpadas foram destinadas à empresa APLIQUIM BRASIL RECICLE, que fará o processo de descontaminação e recuperação do mercúrio para seu estado líquido elementar e, ainda, reciclagem, de todos os outros componentes. Agora, os cinco coletores estão novamente livres para que mais lâmpadas possam ser armazenadas e descartadas adequadamente num futuro próximo. Os coletores se encontram no subsolo do CCS. Reciclando ideias e atitudes, continuamos na busca de um ambiente mais saudável e sustentável para o melhor desenvolvimento de nossas atividades acadêmicas. 

VII Jornada Controle do Tabagismo acontece no CCS

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No último dia 24, quinta-feira, aconteceu no Auditório Hélio Fraga, no Centro de Ciências da Saúde da UFRJ, a VII edição da Jornada pelo Controle do Tabagismo. Profissionais de diversos setores estiveram presentes e apresentaram seus pontos de vista em meio à uma mesa-redonda. Esta foi a característica mais pertinente no evento: a multidisciplinariedade. Para os ali presentes, tanto conferencistas quanto ouvintes, a questão da dependência do tabaco não é um assunto isolado e exclusivo de certa área de interesse. Ali foram ouvidas as contribuições de psicólogos, psiquiatras e nutricionistas.

 

O resultado foi um grande aprendizado e evolução de pensamento no debate sobre o tabagismo. Os diferentes profissionais e pesquisadores ali presentes compreenderam que o trabalho do controle desta doença é necessariamente realizado em conjunto. Entenderam também que muitas das vezes a solução não é propriamente farmacêutica, mas emocional. Muitos relataram da importância da humanização do caso do paciente, revelando a necessidade de ouvi-lo e compreender melhor suas lutas e limitações, para que assim, possa ajudá-lo de forma mais eficaz. Muitas parcerias foram iniciadas pelos conhecimentos de novos pesquisadores na Jornada.

 

As palavras da Dra. Sônia Costa, coordenadora de Biossegurança, sumariza sua opinião sobre o evento. "O que mais me surpreende em cada edição dessa Jornada do Tabagismo é ver o quanto existem pessoas preocupadas com a promoção da saúde para estes indivíduos que são dependentes do tabaco. Vemos que essa não é uma área isolada. Quem cuida do dependente não é apenas o médico, o pneumologista. Percebemos que é uma área multi e transdisciplinar. O trabalho inicia-se desde a parte mental, com o psicológo, que busca entender a capacidade emocional e cognitiva do fumante, e passeia pelas diversas áreas chegando até o setor mais prático." A mediadora da mesa-redonda desta Jornada ainda nos diz: ˜Muitas vezes as pessoas podem dizer: vamos economizar nisso e assim gastar o dinheiro em uma doença mais nobre. Mas ficou bem claro que o tabagismo é uma doença e ela precisa ser vista de uma maneira mais holística.". Ela confessa que é árduo o trabalho de conectar estas pessoas [diferentes profissionais] mas o resultado é extremamente gratificante. "Aqui já nascem parcerias que vão funcionar e isso é muito bacana.".

 

O coordenador do Programa de Tabagismo do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, Paulo Sergio Barillo, também citou a questão do diálogo entre os diferentes profissionais na luta contra o tabagismo. "Eu acho preciosa a integração desses conhecimentos, por exemplo, como os da nutrição, que nos ensinou sobre como abordar este paciente sobre o medo de engordar que alguns deles vivem. É muito bom podermos integrar com pessoas que estão fazendo estudos em áreas do tabagismo.". Ele nos fala sobre os benefícios desta integração: "Você precisa ter esse conhecimento de estudos entre profissionais e pessoas e assim adquirir subsídio para desenvolver melhor este trabalho. A homeopatia, a acupuntura, são instrumentos que podem ajudar mas precisam estar adequados com estudos que envolvam o tabaco.". Para o psicólogo, explorar a riqueza de diversidade de conhecimento da UFRJ é fantástico. "Estamos numa Universidade. Ela ainda é muito desintegrada mas a oportunidade dessa Jornada é incrível. A participação nestes debates de fóruns e discussões é importante para que as áreas da UFRJ não estejam isoladas.".

 

A Jornada foi uma realização da Coordenação de Biossegurança, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ e do Instituto de Nutrição Josué de Castro, ainda da UFRJ.

 [Thaís Batista. Estagiária no Centro de Ciências da Saúde]

Palestra imperdível na Farmácia

 

É hoje, quarta-feira, dia 30/9, às 15 horas, no Auditório Maria Thereza Loureiro Lima, no Prédio Levy Gomes Ferreira, da Faculdade de Farmácia, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), a palestra do Dr. Roberto Fernández-Lafuente (Instituto de Catálisis y Petroleoquímica (ICP) – CSIC Madri, Espanha), sob o  título "Activacion interfacial de lipasas: aplicaciones y problemas en la preparacion de biocatalizadores utiles en química fina y farmaceutica". Imperdível!

 

Confira aqui o banner do evento.