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Alegria e tristeza na colação de grau

 

 

 A decana do CCS, profª Maria Fernanda Quintela, disse, em discurso, que "cada um de nós deve ter como objetivo transformar a realidade que atualmente vivemos".

 

 

A cerimônia de colação de grau em Licenciatura em Ciências Biológicas da turma 2010 do Instituto de Biologia da UFRJ, realizada dia 26/1, no Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco (Quinhentão), no subsolo do Bloco K do prédio do Centro de Ciências da Saúde (CCS), no campus da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, não se revestiu só de alegria. Foi marcada também por muita tristeza, diante da homenagem prestada a um dos formandos, Alex Schomaker Bastos, assassinado a tiros por ladrões à noite do dia 8/1 num ponto de ônibus em frente ao campus da UFRJ na Praia Vermelha.  

A professora Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes, decana do CCS, presidiu a solenidade, tendo à mesa os professores Miriam Pilz Albrecht, coordenadora do Departamento de Ecologia; Maria Beatriz Barbosa de Barros Barreto, coordenadora do Departamento de Botânica; Gisela Mandali de Figueiredo, coordenadora do Departamento de Biologia Marinha; Carolina Moreira Voloch, diretora adjunto de Ensino de Graduação; Rodrigo de Moraes Brindeiro, diretor do Instituto de Biologia; André Felipe Andrade dos Santos, coordenador do Departamento de Genética; Tereza Cristina Gonçalves da Silva, coordenadora do Departamento de Zoologia; e Benedita Aglai Oliveira da Silva, coordenadora da Licenciatura em Ciências Biológicas/EAD-CEDERJ.

 

 

 

Formandos acompanhados de familiares lotaram o Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco

 

A decana do CCS, profª Maria Fernanda Quintela, considerou “o dia de hoje especial, que marca situações antagônicas na vida de todos nós; um dia que deveria ser só de alegria, mas é também de dor e tristeza. Um dia de felicidade, mas que é de muita reflexão. Na verdade estamos numa cerimônia que representa a passagem de todos nós para uma vida nova, em especial de alguns que aqui estão, que é comum a todos que colam grau em Ciências Biológicas, seja Licenciatura ou Bacharelado, mas que um de vocês está presente de outra forma. Presente, sempre! Na memória, no coração. Assim, nesse momento tão precioso, fazemos uma homenagem a ele. Sentiremos, sempre, essa ausência física. Mas a sentiremos com emoção, no coração, na mente, no espírito. Nos solidarizamos com a família e com todos aqueles que o queriam bem, por essa perda ou passagem temporária. Também nos juntamos às vozes de indignação, perplexidade e protesto. Diria até revolta, por essa situação vivida por ele, pelos seus e por tantos outros que nós não temos o nome para dizer: presente. Não pouparei esforços, como decana do CCS, para conseguir que sejam tomadas medidas efetivas para diminuir a situação de insegurança e violência que vivemos bem pertinho de nós e que tem nos levados a perda de várias pessoas queridas. A UFRJ tem que se posicionar duramente em relação às medidas que devem ser tomadas a curto, médio e longo prazos para reduzir a insegurança e colocar o seu conhecimento e o seu saber à disposição para ajudar a reverter essa situação de violência. Sei que não podemos continuar assim. E que a mudança tem que acontecer nesse país. Nós temos que ser os agentes de mudança. Para que nós possamos ter o Brasil justo. Espero que cada um de nós possa sair daqui com o objetivo de transformar a realidade que atualmente vivemos. Alex Schomaker Bastos, presente! Ele está presente entre nós. Um abraço fraterno e carinhoso a todos”.

 

Para ler a matéria sobre as homenagens prestadas à Alex Schomaker e aos demais formandos, clique aqui.

 

 

Nota do CCS pela morte do aluno Alex Schomaker

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A decania do CCS manifesta profundo pesar e se solidariza com a família do estudante Alex Schomaker Bastos, que concluíra o curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFRJ e foi assassinado a tiros por assaltantes num ponto de ônibus próximo ao campus da Praia Vermelha, na noite de 8 de janeiro deste ano. Muito estimado pelos colegas de turma e pelos professores, ele tinha apenas 23 anos e colaria grau em cerimônia de formatura que se realizará no próximo dia 26 de janeiro.

 

A decania do CCS expressa preocupação com a violência cada vez mais crescente que ceifa a vida de jovens no Rio de Janeiro, como em muitas das capitais e grandes cidades brasileiras. Infelizmente, no dia-a-dia, a morte de adolescentes é uma rotina banal e domina o noticiário no país.

 

Nas últimas três décadas, de acordo com o Mapa da Violência 2013: Homicídio e Juventude no Brasil, entre 1980 e 2011, as mortes não naturais e violentas de jovens - como acidentes, homicídio ou suicídio - cresceram 207,9%. Se forem considerados só os homicídios, o aumento chega a 326,1%. Dos cerca de 34,5 milhões de pessoas entre 14 e 25 anos, em 2011, 73,2% morreram de forma violenta. Na década de 1980, o percentual era 52,9%.

 

Leia a nota do CA do IB da UFRJ sobre o caso.

 

 

Curso de Verão

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A Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto está organizando o XV Curso de Verão: Genoma, Proteoma e o Universo Celular- Oncologia, Células-tronco e Terapia Celular no período de 02 a 13 de Fevereiro de 2015. O objetivo do curso é oferecer aos alunos universitários de diferentes cursos das áreas de Biológicas, Saúde e Engenharia Química a oportunidade de conhecer as diversas linhas de pesquisa do Centro de Terapia Celular. O curso fornecerá embasamento teórico e prático para alunos interessados em ingressar em programas de pós-graduação nas áreas abordadas pelo curso. O curso compreende 80 horas totais, sendo 40 horas de aulas teóricas e 40 horas de aulas práticas.

 

As aulas teóricas ocorrerão no período de 02 a 06/02/2015 e as aulas práticas ocorrerão nos laboratórios da Instituição no período de 09 a 13/02/2015. Maiores informações: http://www.hemocentro.fmrp.usp.br/cursoverao2015/

 

O banner de divulgação dos cursos pode ser visualizado através deste link.

 

 

 

Nota de falecimento - Professor Leopoldo de Meis

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É com muito pesar que o Centro de Ciências Sociais da UFRJ comunica o falecimento do professor Leopoldo de Meis, titular da Bioquímica nesta Universidade desde 1978. No último domingo, 7 de dezembro, De Meis faleceu em casa, aos 76 anos, deixando esposa - a professora Vivian Rumjanek -, quatro filhos e seis netos, além de uma grande história que ficará marcada pela UFRJ.

Neste momento, vale contar a história de Leopoldo de Meis. Ele nasceu no Egito no dia 1 de março de 1938 e quando criança, se naturalizou no Brasil. Ingressou na Faculdade de Medicina da UFRJ aos 18 anos, tornando-se graduado em 1961. Foi orientado na área científica pelo Dr. Walter Oswaldo Cruz. Fundou o Instituto de Bioquímica Médica (IBqM), batizado com seu nome, em forma de homenagem, além de ter recebido o título de professor emérito da Universidade. Nesta trajetória, também vale citar que Leopoldo foi vencedor de prêmios como o Conrado Wessel, em 2008 e o Faz a Diferença, do jornal O Globo, no ano de 2010.

Sua pesquisa era principalmente acerca dos mecanismos de transdução de energia em sistemas biológicos, transporte ativo de íons, acoplamento, transporte de íons, síntese e hidrólise de ATP. Isto, além de ter dedicado um tempo pesquisando na área da Educação para a Ciência, onde fez brotar em muitos jovens de baixa renda uma vocação voltada à área da ciência. Neste projeto, que foi criado e mantido pela UFRJ, fórmulas decorebas eram proibidos.

Além disto, De Meis foi membro da Academia Brasileira de Ciências, honorário nacional da Academia Nacional de Medicina e ainda membro correspondente estrangeiro da Academia das Ciências de Lisboa e pertencente da Academia de Ciências do Terceiro Mundo e titular-fundador da Academia de Ciências Latino-Americana. Ele ainda foi Presidente da Sociedade Brasileira de Bioquímica e Biologia Molecular (1983 a 1984), participou do Conselho Diretor do CNPq e da Capes (1992 a 1994) e fez parte do Corpo Editorial de diversos periódicos ao longo da carreira. O professor emérito da UFRJ ainda recebeu outros prêmios, tais como o Prêmio de Química, da Academia do Terceiro Mundo (Trieste, Itália, 1985) e N. Van Uden Award Lecture, da Universidade de Coimbra (1993).

De legado, ele deixou 205 trabalhos científicos publicados em diversas revistas não apenas nacionais, como internacionais, além de ter escrito 13 livros e orientador de 34 dissertações de mestrado e 37 de doutorado. O falecimento de Leopoldo de Meis deixou o campo científico em luto.

 

 

 

Nota de Posse da Decana

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Nem a interrupção de energia por aproximadamente 15 minutos, que deixou às escuras o Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco (Quinhetão), no subsolo do Bloco K do prédio sede do Centro de Ciências da Saúde - aliás, a falta de luz foi geral na Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, devido a problemas na empresa fornecedora de energia -, tirou o brilho da cerimônia de posse da profª Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes, em seu segundo mandato (2014-2018) no cargo de Decana do Centro de Ciências da Saúde - CCS. 

A falta de energia ocorreu após a formação da mesa, com o reitor Carlos Levi; o vice-reitor Antonio Ledo; a decana do CCS Maria Fernanda Quintela; o diretor do CENABIO Adalberto Vieyra (representando os docentes do CCS), a servidora Risaneide Alves Cordeiro (representante dos servidores no Conselho de Coordenação do CCS); o aluno de pós-graduação em Genética, Eduardo Guimarães (representando a Associação de Pós-graduandos da UFRJ) e a aluna de Enfermagem Gabriela Celestino (representando o DCE/UFRJ) . Ocorreu a execução do Hino Nacional, por Dandara Jesuine Souza do Espírito Santo, que tocou flauta.

Interrompida por poucos minutos, a solenidade foi retomada mesmo sem energia e a representante do DCE/UFRJ elogiou o trabalho da profª Maria Fernanda, falou dos avanços nas necessidades reclamadas pelos alunos, citando a construção do refeitório todo equipado, entre outros aspectos no CCS, e apresentou diversas reivindicações, cuja lista foi entregue à decana no final do discurso. Também o representante dos alunos de pós-graduação fez discurso no escuro, com o ambiente iluminado por lanternas. Citou as qualidades de gestão da decana, desde quando ela era diretora do Instituto de Biologia, onde fazia o curso de graduação. A representante dos técnico-administrativos enalteceu a relação da decana com a comunidade do CCS, sempre procurando atender os mais variados pedidos e solucionando os problemas. Já ao final do discurso a energia foi restabelecida e ela, ao microfone, desejou êxito à gestão da profª Maria Fernanda.

O diretor do CENABIO falou do momento do grande momento de alegria de se renovar o mandato da Decania do CCS e também de se assumir o compromisso com a UFRJ, com eficiência. Aproveitou a situação da falta de energia para dizer que o momento do apagão simbolizava ocasiões de trevas vividas por muitas universidades em diversos países, inclusive, no Brasil, e que a luz traz a retomada da democracia. E disse que o grande desafio da gestão é unificar o ‘vale da morte’, referindo-se aos que militam em laboratórios no prédio do CCS e os que trabalham no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, prédios separados pela Rua Rodolpho Paulo Rocco, pois a atual discussão não fica apenas centrada no aspecto trabalhista.

Após cumprimentar os integrantes da mesa do cerimonial, autoridades presentes, professores, alunos, técnico-administrativos, sua equipe de trabalho, amigos e amigos e familiares, a profª Maria Fernanda Quintela se desculpou pelo desconforto inesperado causado pela falta de energia no início da cerimônia. E enfatizou que “é com satisfação, orgulho e compromisso redobrado que assumo por um período de mais quatro anos essa gestão como Decana do Centro de Ciências da Saúde. É a primeira vez na nossa história que esse fato acontece. Agradeço muito a todos a confiança em mim depositada na eleição, quando fui reeleita com 71,68% dos votos.

 

Clique aqui para ler o discurso da decana, na íntegra.

 

O vice-reitor Antonio Ledo falou da emoção de estar participando da cerimônia e reconheceu a capacidade e dedicação da decana Maria Fernanda Quintela na gestão da Decania do CCS, parabenizando também os ex-decanos. Lembrou que foi decano substituto no início da gestão, ocupando a vice-reitoria da UFRJ, meses depois.

O reitor Carlos Levi, por sua vez, saudou a comunidade do CCS, celebrando a posse da profa. Maria Fernanda. E falou dos resultados do trabalho realizados por ela no CCS e que ajudam a fortalecer a UFRJ. Sublinhou vários aspectos da missão da UFRJ que avançam no CCS, dentro de uma visão de futuro. Além disso, disse que a comunidade do CCS e a direção da UFRJ estão bem servidos com a profª Maria Fernanda à frente de mais um mandato.

Estiveram presentes à cerimônia pró-reitores, diretores, professores, alunos e técnico-administrativos de unidades acadêmicas do CCS e de outros segmentos da UFRJ, além de convidados.