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LEGADO DA REVOLUÇÃO RUSSA​

Legado da Revolucao Russa 2017

Às 12 horas do dia 13/11, segunda-feira, no Auditório Leopoldo de Meis, no prédio do Centro de Ciências da Saúde (CCS), no campus da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, haverá debate sobre O LEGADO DA REVOLUÇÃO RUSSA PARA OS AVANÇOS DA C&T, com o Adalberto Vieyra (professor emérito da UFRJ) e Luis Manoel Rebelo Fernandes (ex-presidente da FINEP e professor da UFRJ). O evento é imperdível!

Cartaz em anexo.

PRÊMIO AÇÕES AFIRMATIVAS DA UFRJ

Premio Acoes Afirmativas da UFRJ 2017

Até o dia 15/12 estará aberta as inscrições para o Prêmio Ações Afirmativas da UFRJ, uma parceria da Pró-Reitoria de Pós-graduação e Pesquisa (PR 2) e o Parque Tecnológico da UFRJ. O projeto tem como objetivo reconhecer os trabalhos de melhor qualidade acadêmica e impacto social desenvolvidos nos programas de pós-graduação da UFRJ e que tratam de dados relacionados à inclusão de grupos marginalizados ou propostas de ações que visam melhorar a qualidade de vida destes grupos. Ações Afirmativas da UFRJ irá conceder prêmios em dinheiro nos valores de R$ 7 mil, R$ 3 mil e R$ 2 mi, respectivamente, para os três primeiros colocados e R$ 1 mil a dois trabalhos merecedores de menções honrosas. Os critérios para a premiação são originalidade e o caráter inovador, bem como a profundidade de suas análises e potencial de aplicabilidade prática. Todos os detalhes para inscrição e demais etapas estão descritas neste link: http://www.pr2.ufrj.br/noticia/1484

Sistema inovador para o tratamento do HIV

Sistema Inovador para o Tratamento do HIV 1 2017

Letícia Raposo,  aluna de doutorado da Coppe, no laboratório de Sistemas de Saúde, onde o SIRA-HIV foi desenvolvido

A aluna de doutorado da Coppe/UFRJ, Letícia Raposo, desenvolveu um sistema capaz de identificar mutações do HIV que provocam resistência ao tratamento da doença. Batizado de SIRA-HIV (Sistema de Identificação de Resistência aos Antirretrovirais), o sistema faz parte de sua pesquisa de doutorado, sob a orientação do professor Flavio Nobre, do Programa de Engenharia Biomédica da Coppe.

Atualmente a escolha dos medicamentos usados no combate ao HIV se baseia nos resultados obtidos pelos sistemas tradicionais, que identificam apenas as mutações majoritárias, ou seja, as que se encontram em alta frequência na população de vírus que circula no paciente (acima de 20%).

"Já o SIRA-HIV, que trabalha com o resultado do sequenciamento da nova geração, a Next Generation Sequencing (NGS), identifica as mutações majoritárias e minoritárias (acima de 1%) do HIV", explica Letícia, que é bolsista nota 10 da Faperj e estima defender sua tese na Coppe até fevereiro de 2018.

No mês de julho, a Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta sinalizando a tendência de aumento de resistência do vírus HIV aos medicamentos existentes. No relatório divulgado, a OMS aponta que mais de 10% das pessoas em tratamento antirretroviral possuem vírus resistentes a algum medicamento. Esse percentual foi encontrado em seis dos 11 países analisados na África, Ásia e América Latina. Outro relatório, do Programa da Organização Mundial da Saúde sobre Aids (Unaids), revela um aumento de 18% no número de pessoas com Aids no Brasil, entre 2010 e 2015. Essa população saltou de 700 mil para 830 mil pessoas. Hoje a doença é a causa de 15 mil mortes por ano no país.

Sistema Inovador para o Tratamento do HIV 2 2017

Profª do IB da UFRJ, Monica Arruda,trabalhando no Laboratório de Virologia Molecular

Fruto de uma parceria entre o Laboratório de Engenharia de Sistema de Saúde da Coppe e o Laboratório de Virologia Molecular do Departamento de Genética do Instituto de Biologia da UFRJ, o SIRA-HIV é uma ferramenta de bioinformática que permite avaliar de forma rápida e eficiente a resistência de cada paciente às drogas antirretrovirais.

“O SIRA torna possível executar uma medicina personalizada, com a aplicação de medicamentos adequados a cada paciente. Os resultados apresentados abrem perspectivas para o desenvolvimento de sistemas similares que, aplicados a outras doenças, poderão prever reações adversas a medicamentos e possibilitar a escolha de outros mais adequados”, explica o professor Flavio Nobre.

Sobre o sistema - O SIRA–HIV integra três principais sistemas utilizados no mundo para testes de genotipagem: o americano Stanford HIV DrugResistanceDatabase (HIVdb), a Agência Nacional Francesa de Pesquisas sobre Aids e Hepatites Virais(ANRS) e o REGA Algorithm.

Robusto, o sistema desenvolvido na Coppe é capaz de analisar sequências de nova geração com o objetivo de identificar as mutações majoritárias e minoritárias presentes no vírus. Além disso, o novo sistema classifica o nível de resistência dos pacientes aos medicamentos.

“Isso tudo possibilita antecipar predisposições a resistências futuras, contribuindo para a escolha de medicamentos mais adequados e eficazes. O Sistema Único de Saúde realiza cerca de seis mil testes de genotipagem por ano. Estima-se que esse número possa chegar a 12 mil testes, capaz de ser coberto pela tecnologia de NGS acoplada à interpretação do SIRA-HIV, em sua capacidade de multiplexação de diferentes alvos terapêuticos e pacientes para cada ensaio”, ressalta o professor de Genética do Instituto de Biologia da UFRJ, Rodrigo Brindeiro.

Segundo Mônica Arruda, professora visitante e biotecnóloga do mesmo departamento, o médico também poderá prever, não só o impacto da terapia de resgate no vírus resistente majoritariamente circulante no paciente em falha terapêutica, como também os padrões futuros de resistência viral às terapias de resgate pela fixação das populações mutantes minoritárias.

Vantagens do SIRA-HIV - A maioria das ferramentas de bioinformáticas utilizadas pelos sistemas para identificar as mutações dos vírus exigem do usuário domínio de linguagem de programação, o que limita a utilização pelos laboratórios médicos e pelos pesquisadores que estão buscando avanços na área. Desenvolvido com o apoio do CNPQ e da Capes, o SIRA-HIV vem sendo testado no Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ pelo biólogo Guilherme Borba, que o está comparando com outro sistema, o HyDRA Web, já em uso pelo governo canadense. Segundo Guilherme, o sistema brasileiro apresenta algumas vantagens em relação ao canadense.

“Apesar do Hydra também analisar dados de sequenciamento de nova geração, ele fornece apenas as mutações do vírus, não apresentando os níveis de resistência aos medicamentos, o que obriga o usuário a buscar os sistemas internacionais para realizar a classificação manualmente”, explica Guilherme.

Segundo Letícia, o sistema brasileiro já fornece a classificação, dispensando essa última etapa. Além disso, sua análise é mais detalhada devido ao fato de que usa um algoritmo que foi desenvolvido especificamente para caracterização de vírus.

“O SIRA-HIV já foi validado. No momento, estamos realizando os últimos testes de usabilidade, a fim de tornar o sistema ainda mais amigável para o usuário”, conclui Letícia.

CCS: palco de exposição de proposta de “modelo para a formação de professores”

CCS - Palco de Exposicao de Proposta de Modelo para a Formacao de Professores 2017

Nóvoa, professor catedrático, disputou a presidência de Portugal

Por duas vezes reitor da Universidade de Lisboa, em Portugal, o professor Antonio Manuel Seixas Sampaio da Nóvoa, fez apresentação resumida da proposta “Um novo modelo institucional para a formação de professores”, 27/10, para professores - a maioria dirigente de unidades acadêmicas e de órgãos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), entre os quais a decana do CCS, profª Maria Fernanda S. Quintela -, no Auditório Hertha Meyer do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, Bloco G, sala G1-022, no prédio do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

Ele foi apresentado à plateia pelo reitor da UFRJ, prof. Roberto Leher, acompanhado da vice-reitora, profª Denise Nascimento, e do pró-reitor de Graduação (PR-1), prof. Eduardo Gonçalves Serra. Leher falou da trajetória da UFRJ, enfocando aspectos da sua reconhecida capacidade de ensino, pesquisa e extensão no Brasil e no estrangeiro e dos desafios em implementar a proposta de um novo modelo para formação de professores.

Em dez minutos Antonio Nóvoa - previamente já havia distribuído a proposta, impressa - explicou os pontos fundamentais do projeto, usando data-show. E boa parte da plateia se manifestou, fazendo observações para contribuir com a proposta, a começar pelo professor emérito da UFRJ, Adalberto Ramon Vieyra, oriundo do IBCCF e dirigente do Cenabio. Uma das profªs, por exemplo, relatou sobre as condições sociais precárias de alunos e familiares em escolas na região da Baixada Fluminense, onde os estudantes não almejam formação acadêmica, mas, sim, trabalhar em lojas de shoppings. Não pensam sequer em se formar em professores.

Atentos as observações, Antonio Nóvoa, também Roberto Leher, anotava todas as observações pertinentes à proposta de “Um novo modelo institucional para a formação de professores”. A continuidade da discussão sobre o assunto se dará com os entendimentos que a direção central da UFRJ definir o com o professor português.

TRAJETÓRIA DE NÓVOA

O professor catedrático Antonio Nóvoa, que nasceu na cidade de Valença e completará 63 anos em 12 de dezembro, concorreu à presidência da República de Portugal como candidato independente, em 2016. Ele é doutor em Ciências da Educação (Universidade de Genebra) e História Moderna e Contemporânea (Paris-Sorbonne). Atualmente, é professor do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e reitor honorário da universidade. É autor de mais de 150 publicações, entre livros, capítulos e artigos, editadas em 12 países. As suas investigações e interesses incidem sobre história e psicologia da educação, educação comparada e formação de professores.

Entre 1996 e 1999 foi consultor para os assuntos da educação da Casa Civil do presidente da República Jorge Sampaio e presidente da International Standing Conference for the History of Education, ISCHE, de 2000 a 2003. No ano de 2006 completou o segundo doutoramento, na Universidade de Paris IV (Paris-Sorbonne), em História Moderna e Contemporânea. Quando exercia a função de professor na Universidade de Columbia, em Nova Iorque, em 2002, foi convidado para vice-reitor da Universidade de Lisboa por José Barata-Moura. E eleito reitor em maio de 2006. 

Em novembro de 2008, no meio do primeiro mandato, demitiu-se do cargo no contexto da reforma estatutária da universidade. Foi reeleito em 12/3/2009, conforme os novos requisitos legalmente estabelecidos. Ele promoveu e liderou, a partir de 2012, com o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, António Cruz Serra, o processo de fusão da Universidade de Lisboa (mais conhecida por Clássica) com a Técnica, dando origem à nova Universidade de Lisboa.

Em 2014, esteve no Brasil numa missão internacional da UNESCO junto do governo brasileiro e como professor visitante na Universidade de Brasília, da qual é Doutor Honoris Causa desde Junho de 2015. Para além de inúmeras colaborações regulares nos programas de doutoramento de universidades estrangeiras como a de Barcelona, Genebra, Montreal, São Paulo, entre outras, foi professor convidado da Universidade de Wisconsin-Madison (1993/94) e da Universidade de Columbia, em Nova Iorque (2002). Em 1995 foi investigador visitante, durante um semestre, do Institut national de recherche pédagogique da Universidade de Paris V (Paris Descartes) e, em 2001, da Universidade de Oxford.

É reitor honorário da Universidade de Lisboa, desde fevereiro de 2014. É diretor da iniciativa Políticas Públicas ULisboa, desde setembro de 2014 a abril de 2015. É membro do Conselho das Ordens Honoríficas de Mérito Civil e, desde 24 de julho de 2008, acadêmico correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, na classe de Letras, 3.ª secção, de Filosofia, Psicologia e Ciências da Educação. É Doutor Honoris Causa pela Universidade do Algarve desde Maio de 2015.

HFSE OFERECE ESTÁGIO

HFSE Oferece Estagio 2017

O Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) abriu 51 vagas de estágio não obrigatório para alunos do ensino superior, regularmente matriculados em instituições conveniadas com a unidade: Estácio de Sá, UNIRIO, UFF, UFRJ, Universidade Castelo Branco e PUC-RJ. Podem participar candidatos dos cursos de Administração, Biblioteconomia, Ciências Biológicas, Farmácia, Direito, Enfermagem, Nutrição, Odontologia, Pedagogia, Psicologia, Saúde Coletiva, Serviço Social e Tecnologia em Hotelaria.

As inscrições serão presenciais e devem ser feitas no HFSE, entre os dias 23/10 a 1º/11. Os estudantes devem apresentar documento original com foto, currículo, declaração de matrícula e histórico escolar oficial. O regulamento da seleção está disponível no link clicando aqui e detalha os requisitos específicos de cada curso e o perfil das vagas.

O processo seletivo será dividido em duas etapas: análise de documentação e entrevista. Os candidatos à vaga de Serviço Social devem passar por uma prova que acontecerá no dia 21/11. A bolsa oferecida para estágio de 20 horas semanais é de R$364,00 e para estágio de 30 horas, R$520,00, além do auxílio transporte no valor de R$6,00 por dia. Para participar, o candidato deve ter coeficiente de rendimento (CR) mínimo igual ou superior a 7 (sete). O início das atividades está previsto para fevereiro de 2018.

O local de inscrição é na Rua Sacadura Cabral, nº 178 - Bairro Saúde, no Auditório III no Prédio dos Ambulatórios, no 5º andar do HFSE. Mais informações pelo e-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .